Sendo a exposição acolhida pela Biblioteca Municipal - Cultura chinesa inspira mostra fotográfica, no Cadaval
A Biblioteca Municipal do Cadaval acolhe, de 11 de fevereiro a 2 de março, a exposição de fotografia "Cultos, Templos, Ou Mun", da autoria de Vítor Cordeiro. A inauguração da mostra acontece este sábado, pelas 21h, e inclui a realização dapalestra:"Ano Novo Chinês - o fulgor da festa; crenças e vivências de Macau", por António Pedro Pires. Participe!
Segundo Vítor Cordeiro, o tema escolhido para a exposição – “Cultos, Templos, Ou Mun”, surgiu «naturalmente», graças ao seu vasto leque de material e ao gosto de partilhar «imagens que registam momentos de vivência de espiritualidade de outras culturas, neste caso durante o Ano Novo Lunar em Macau (Ou Mun), nos templos de A Ma e Kun Iam Tong.»
As imagens foram registadas, pelo autor, entre 1992 e 1999, em película preto e branco, tendo sido posteriormente ampliadas.
Depois de ter trazido, em 2011, à Biblioteca Municipal do Cadaval, a exposição fotográfica “Timor Lorosae”, Vítor Cordeiro deseja, desta feita, «que cada visitante se sinta transportado no espaço e no tempo a esse cantinho da Ásia e envolvido no ambiente de cada imagem.»
Refira-se que a presente mostra ficará patente no horário normal de funcionamento da biblioteca, ou seja, à segunda, das 14h às 18h, de terça a sexta, das 9h às 18h, e ao sábado, das 9h às 13h00.
O autor nasceu no Cadaval em 1953, e só aos 30 anos, ao radicar-se em Macau por questões profissionais, frequenta um curso de fotografia, sendo que a Ásia, enquanto área de interação de culturas, lhe ampliou ainda mais o gosto por fotografia.
Regressado a Portugal em 2000, embora rendido ao digital, mantém ainda o hábito de registar imagens em película a preto e branco, que trabalha num pequeno laboratório improvisado em sua casa.
Detentor de um considerável currículo de exposições e alguns prémios, Vítor Cordeiro tem divulgado o seu espólio fotográfico em mostras promovidas dentro e fora do país.
Palestra abordará o Ano Novo Chinês
Aquando da abertura oficial da exposição, no próximo dia 11 de fevereiro (sábado), pelas 21 horas, realiza-se, também na Biblioteca Municipal, a palestra "Ano Novo Chinês – o fulgor da festa; crenças e vivências de Macau”, por António Pedro Pires.
O colóquio incidirá sobre o Ano Novo Chinês do Dragão, que teve início a 23 de janeiro de 2012. O ano novo chinês é, de acordo com o autor, a festividade principal do calendário chinês, tendo a duração de quinze dias. Não sendo uma festa religiosa, visa a reunião familiar para se desejar, a cada membro, paz e prosperidade. Na China, o animal que governa o ano tem uma influência profunda na vida de quem nasceu nesse ano.
Nascido em 1947, em Vila-Chã (Miranda do Douro), António Pires, mestre em Ciências Antropológicas, tem-se debruçado sobre as problemáticas do diálogo de culturas, aculturação, igualdade e libertação da mulher.
Durante sete anos trabalhou em Macau, inicialmente como professor de Antropologia e depois como responsável dos Serviços Culturais do Leal Senado. Nesta qualidade, desenvolveu projetos inovadores, dando a conhecer à população de Macau «traços da cultura dominante», bem como promovendo «o seu regresso às origens».
Para tanto, desenvolveu intenso trabalho de campo na China profunda e em vários países da Ásia, nomeadamente junto das tribos das Terras Altas da Tailândia, cujos estilos de vida lhe inspiraram o melhor da sua obra, a qual compreende um acervo bibliográfico de realçar, entre livros e catálogos publicados.















































